segunda-feira, 25 de janeiro de 2016


MINHA DERIVA


Em uma caminhada de 40 minutos pela Avenida Tocantins, no bairro Belo Horizonte, (onde moro) cortando o bairro Novo Horizonte, de sul a norte, Até o núcleo Cidade Nova, em Marabá, Pará. Comecei meu trabalho chamado de Deriva.

A Deriva, é uma caminhada descontraída e descompromissada, sem rumo, onde se vai observando quase tudo. No meu caso fui anotando e fotografando. Foi pelas Ruas São Paulo, Rio Grande do Sul, Av. Tocantins até o final na Av. Nagib Mutran, Praça São Francisco já no Bairro cidade nova.

Logo no início percebi que as ruas estavam acumuladas de lixo, lixo pra todo canto, tirei até algumas fotos. Em seguida parei na banquinha de verdura da Sra. Gorete, que a 2 anos  trabalha no canteiro central da Av. Tocantins vendendo bananas, cheiro verde, couve, alface, abóbora, abacaxi e jiló. Conversei bastante com ela, muito alegre, uma batalhadora que todos os dias esta lá com sua simpatia recebendo sua freguesia. Na mesma avenida parei para conversar com a Sra. Marilu Franco que também está no mesmo ramo de Dona Gorete, só que com mais tempo, 4 anos. Ela também conversou comigo, e me disse que ela tem problemas com a “Postura”(é um órgão fiscalizador da Prefeitura de Marabá), eles não querem que ela exponha seus produtos no canteiro central, mesmo assim ela disse que é teimosa e não sai do lugar: “Só quando meu marido vem vender que ele põe lá do outro lado da avenida, ele é medroso, eu não”, disse.



Continuei minha Deriva. Percebi que no meio dessa avenida arborizada, há muitas árvores frutíferas, a maioria são mangueiras com frutos, a molecada faz a festa subindo nas árvores para apanhar os frutos maduros. A avenida é toda sombreada pelas grandes mangueiras, mas, não é só as mangueiras, não. Tem outras árvores frutíferas como ameixa, jambu e outras...

Além do trânsito intenso dos carros, a avenida tem outras peculiaridades, uma delas é que à tardinha, nos seus dois calçadões de ida e volta, as pessoas fazem caminhadas por lá, outra coisa que notei também é que há muitas academias, restaurantes, floriculturas, loteria, mercadinhos, pizzarias, sorveterias, igrejas evangélicas e casa de saúde no percurso. Tem também uma pracinha, bem pequena, mas bem cuidada com sua igrejinha católica. O bairro é bem servido de muitas coisas e atende bem seus moradores.


Depois da Pracinha tem o SESI, um centro social que tem uma área muito grande e totalmente arborizada, muito linda, onde tem piscina, quadra de esportes, academia, campo de futebol e uma escola. Tinha muitas pessoas na frente, homens com pastas na mão, deduzi que fosse uma fila de empregos. Ainda na frente do SESI, vi dois pés de castanheiras, a árvore mais alta da Amazônia. Mas, logo ali na frente do SESI, há um metro da Avenida Tocantins? De uma coisa eu tenho certeza, quando elas crescerem vão ter que tirar elas de lá, quando elas crescem passam dos 40 metros de altura e seus frutos chegam até uns 20cm de diâmetro, de casca dura e quando cai pode matar uma pessoas se cair um fruto sobre a cabeça.


Daí terminou a minha caminhada na Praça São Francisco, local de ponto de Táxi e de ônibus, onde pego a condução de volta para casa.Então, esperei o ônibus para voltar para casa já que eu estava cansadão e a Avenida na qual eu caminhei por mais tempo era na maioria subida, por isso o desgaste. Até a próxima.





Rildo Brasil
Acadêmico
do curso de Artes Visuais da UNIFESSPA



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