NANQUIM E PENA E O CUBISMO
Nos dias 12, 13 e 14, eu Rildo
Brasil e a colega de curso Patrícia Padilha, acadêmicos da primeira turma do
Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
(UNIFESSPA), fizemos uma ação na Escola Rio Tocantins (CAIC), na Folha 13, em
Marabá Pará, onde a Universidade busca estreitar os laços entre a comunidade
escolar.
No nosso caso, algumas
disciplinas foram exploradas, Didática, Arte Brasileira III e Teoria e Crítica
da Arte, por tanto, nas aulas de Didática aprendemos a desenvolver Oficinas na
prática, trabalhamos em dupla e fizemos (escrevemos), criamos pequenas oficinas
que poderiam ser aplicadas nas escolas públicas e suas respectivas séries do 6.º
ano ao 1º ano, num total de 5, então, partimos para a sala de aula, numa
espécie de preparação para os estágios que virão, já que o nosso curso é de
licenciatura.
Tivemos que lincar nossas oficinas
com a história da arte, por conta das disciplinas de Arte Brasileira III e
Teoria e Crítica da Arte. No nosso caso tratamos sobre o Cubismo em especial o
artista Fernando Léger e suas obras e na esfera local os artistas que foram os
precursores da arte do bico de pena (nanquim) em nossa cidade, Antônio e Pedro Morbach e
os outros que os sucederam. Mostramos em datashow e painéis com a biografia e fotografias dos artistas de como se deu essa história, então partimos para prática.
Foram dois dias de trabalhos, no
primeiro dia toda a teoria e técnicas ensinadas através dos exercícios de bicos
de penas e o nanquim já que a proposta era essa. Depois, os outros dois dias,
apenas práticas e durante elas dicas sobre como fazer (produzir as obras).
Houveram também os trabalhos produzidos em nanquim onde foram feitas
releituras das obras do artista cubista Fernando Léger. Ele foi escolhido
porque há em muitas de suas obras pinturas em preto e branco, e muitas delas a
indústria, trabalhadores, o cotidiano e o lazer são retratados, como no bico de pena
marabaense.
Ao final do terceiro dia, os
resultados vieram, claro que ainda de um forma tímida, mas, o nosso intuito não era só esse, também o de nos prepararmos como futuros professores, além de repassarmos o que tínhamos elaborado em nosso projeto e nesse meio
descobrimos alguns garotos que tem o seu valor, seu talento e que com o passar
do tempo se eles continuarem praticando e produzindo, muitos terão um futuro
brilhante como artista, daí todo o nossos esforços já valerá à pena.
Para minha felicidade, dias
depois das oficinas, fui incluído em um grupo de Whatsapp no qual os alunos
criaram com a finalidade de se encontrarem pelo menos duas vezes por mês na
escola, para a produção de obras em nanquim.
![]() |
| Aqui, um dos alunos fazendo a releitura de um trabalho do artista Cubista Fernando Léger |






